Conhecimento, Terra e Água

Monitoramento da biodiversidade na bacia do rio Doce

Compartilhar:

Cerca de 200 profissionais, entre biólogos, veterinários e geógrafos, estão percorrendo toda a bacia do rio Doce realizando um monitoramento inédito da fauna e da flora da região. Os pesquisadores vão coletar dados de diversos organismos, como insetos, pequenos mamíferos, animais aquáticos e plantas.

O monitoramento foi dividido em campanhas semestrais e poderá se estender por até dez anos. Os pesquisadores utilizarão o método Rapeld, que permite colher, de forma adequada, amostras das comunidades biológicas em áreas extensas, ao mesmo tempo que diminui a variação de fatores, como temperatura e umidade, que afetam essas comunidades. É a primeira vez que a metodologia está sendo usada em larga escala na bacia do rio Doce.

O objetivo é identificar os impactos provocados pelo rejeito da barragem e entender como as espécies estão se comportando após o rompimento da barragem de Fundão. O estudo vai mapear também o uso e a ocupação da terra, ajudando a identificar a situação de áreas que não foram desmatadas. A metodologia foi definida pelo IBAMA e será fiscalizada pelos órgãos ambientais.

Por meio da coleta de dados, será possível definir as áreas para a recomposição de matas. Outro dado importante desse monitoramento é a interligação com o monitoramento aquático. A condição dos solos é, em grande parte, determinada pelo estado de conservação da vegetação. Já a qualidade da água é muito influenciada pelos solos. Como essa água escoa para o mar, é interessante traçar relações entre esses fatores para entender a evolução da qualidade dos ambientes.

Os pesquisadores utilizarão o método Rapeld, que permite colher, de forma adequada, amostras das comunidades biológicas em áreas extensas, ao mesmo tempo que diminui a variação de fatores, como temperatura e umidade, que afetam essas comunidades. É a primeira vez que a metodologia está sendo usada em larga escala na bacia do rio Doce. Pesquisadores estão no Parque Estadual do Rio Doce, no Vale do Aço (MG), para capturar e estudar animais.

Uma das espécies que está sendo acompanhada de perto é o jacaré-de-papo-amarelo. Presente em todos os biomas do Brasil e símbolo da Mata Atlântica, o animal estava ameaçado até pouco tempo atrás. Biólogos estão coletando dados importantes que vão contribuir para avaliar a saúde da espécie e do ecossistema.

Compartilhar:

Fique por dentro